Descubra como 12 de agosto virou símbolo de resistência.
A escolha do dia 12 de agosto é uma homenagem à memória e ao legado de Margarida Maria Alves, uma das mais importantes lideranças sindicais e defensoras dos Direitos Humanos na história do país.
Margarida foi a primeira mulher a assumir a presidência do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande, na Paraíba. Na década de 1970 e início dos anos 1980, ela esteve à frente de batalhas históricas pela garantia de direitos básicos para os trabalhadores do campo — como jornada de trabalho de 8 horas, carteira assinada, 13º salário, férias remuneradas e o fim do trabalho análogo à escravidão.
Devido à sua firme atuação contra abusos de proprietários de terras da região, Margarida passou a receber constantes ameaças de morte. Em um de seus discursos mais marcantes, proferiu a frase que se tornaria símbolo da resistência social no Brasil:
"Da luta não me retiro. É melhor morrer na luta do que morrer de fome."
Em 12 de agosto de 1983, aos 50 anos, Margarida Maria Alves foi assassinada a tiros na porta de sua casa, na presença de seu marido e filho. O crime causou comoção nacional e internacional, tornando-se um símbolo da denúncia contra a violência no campo e a impunidade.