Uma história de dor que se transformou em esperança
Setembro Amarelo: uma história de dor que se transformou em esperança
Setembro é marcado por uma cor que carrega uma história profundamente humana: o amarelo. Mais do que uma campanha de conscientização, o Setembro Amarelo é um convite à escuta, ao acolhimento e à valorização da vida.
A história que deu origem ao símbolo começou nos Estados Unidos, em 1994, com *Mike Emme*, um jovem de apenas 17 anos. Apaixonado por automóveis, Mike restaurou um Ford Mustang 1968 e o pintou de amarelo. O carro tornou-se sua marca registrada e fez com que ele fosse conhecido como “Mustang Mike”.
Naquele mesmo ano, Mike morreu por suicídio, surpreendendo profundamente sua família e seus amigos. Durante o funeral, pessoas próximas decidiram homenageá-lo utilizando a cor amarela de seu carro. Foram preparados cartões acompanhados de fitas amarelas com uma mensagem simples e poderosa: *“Se precisar, peça ajuda.”*
A iniciativa deu origem ao movimento *Yellow Ribbon (Fita Amarela)*, criado por familiares e amigos de Mike, transformando a lembrança de um jovem em uma mensagem de prevenção que ultrapassaria fronteiras.
Anos depois, o dia *10 de setembro* passou a ser reconhecido internacionalmente como o *Dia Mundial de Prevenção do Suicídio*, fortalecendo a mobilização em torno do tema.
No Brasil, a campanha Setembro Amarelo ganhou força a partir da articulação da *Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Centro de Valorização da Vida (CVV)*, tornando setembro um período de ampla conscientização sobre a prevenção do suicídio e a importância do cuidado com a saúde mental.